Existe uma diferença entre sentir muito e não conseguir suportar o que se sente. A primeira é uma característica que muitas pessoas têm, e que pode coexistir perfeitamente com uma vida funcional. A segunda é o que acontece quando a intensidade das emoções ultrapassa a capacidade de processá-las, e o resultado aparece em reações que a própria pessoa estranha: explosões que não esperava, decisões que depois não fazem sentido, uma exaustão emocional que não tem proporção com o que aconteceu.
Desregulação emocional não é falta de maturidade nem ausência de esforço. É o nome para uma dificuldade real em modular a intensidade do que se sente, em especial em situações de estresse ou de conflito interpessoal. Ela aparece de formas diferentes em pessoas diferentes: alguns explodem, outros implodem, há quem se dissocie, quem recorra a comportamentos impulsivos para aliviar o que não consegue suportar. O que é comum a todos é que a emoção fica maior do que as ferramentas disponíveis para lidar com ela.
Atendo em Joinville com TCC, DBT e ACT. A Terapia Comportamental Dialética, a DBT, foi desenvolvida especificamente para trabalhar com esse tipo de dificuldade. O que ela propõe não é suprimir o que se sente nem exigir calma onde não há. É desenvolver habilidades concretas de regulação: tolerância ao mal-estar, efetividade interpessoal, mindfulness aplicado ao que se sente no corpo antes de explodir.
Sentir intensamente não precisa ser o problema. O que pode mudar é o que se faz com isso quando chega.