A escuta que não tenta resolver: para que serve a psicanálise

Muita gente chega à terapia esperando uma resposta rápida: uma técnica, um passo a passo, algo que resolva logo o que incomoda. É um desejo legítimo. E, no entanto, quando alguém pergunta como funciona a psicanálise, costuma se surpreender ao descobrir que ela propõe outra coisa. Antes de resolver, ela se dedica a escutar, com um cuidado que o cotidiano raramente permite.

A psicanálise parte de uma ideia simples e profunda: nem tudo o que sentimos cabe naquilo que conseguimos explicar. Há desejos, medos e repetições que agem em nós sem que saibamos bem por quê. A palavra, nesse trabalho, é o instrumento central. Falar livremente, sem a pressão de dar a resposta certa, permite que aquilo que não tinha lugar comece, aos poucos, a se organizar de outro jeito.

Por isso, o tempo da psicanálise não é o tempo da pressa, e isso não é um defeito, mas parte do próprio método. Atendo adolescentes, adultos e idosos com escuta psicanalítica, dentro do trabalho de psicanálise em Joinville da Equipe Práxis, respeitando o ritmo com que cada pessoa pode se aproximar do que sente.

No fim, o que muda não é apenas o sintoma que trouxe alguém até a análise. Muda a relação da pessoa com aquilo que não entende de si mesma. Ser escutado sem ser corrigido, sem que ninguém tente consertar às pressas, costuma abrir um espaço em que a própria pessoa encontra saídas que antes não conseguia enxergar.

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