O que é uma terapia afirmativa e por que ela faz diferença

Existe uma diferença sutil, mas decisiva, entre um espaço que apenas “aceita” e um que de fato afirma. Muita gente da comunidade LGBTQIAPN+ conhece bem a experiência de ser tolerada: não sofrer hostilidade aberta, mas sentir que, a qualquer momento, precisará se explicar. É justamente para dar nome a essa diferença que existe a terapia afirmativa, uma forma de cuidado que parte do princípio de que existir como se é já é suficiente.

Na prática, uma terapia afirmativa não trata a identidade de gênero ou a orientação sexual como um problema a ser resolvido. O foco se desloca: em vez de olhar para “o que há de errado”, olha-se para o contexto. A Terapia Cognitivo-Comportamental afirmativa considera, por exemplo, o peso que a heteronormatividade e as experiências de discriminação exercem sobre a saúde mental, sem, no entanto, reduzir a pessoa a essas experiências.

Isso muda a relação terapêutica desde o primeiro encontro. Quando você não precisa gastar energia educando o profissional sobre a própria vida, sobra espaço para cuidar do que realmente importa. Atendo jovens e adultos com um olhar afirmativo para a população LGBTQIAPN+, dentro do trabalho de Terapia Cognitivo-Comportamental em Joinville da Equipe Práxis.

No fim, a terapia afirmativa não é um “tipo especial” de terapia para poucos; é o cuidado feito do jeito que deveria ser para todos: sem julgamento e a partir de quem a pessoa realmente é. E, quando alguém encontra esse espaço, costuma descobrir que pode, enfim, falar de tudo, sem precisar se traduzir primeiro.

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